Campinas inicia inventário de Gases de Efeito Estufa na Região Metropolitana

Por Prefeitura de Campinas

Campinas inicia o inventário de Gases de Efeito Estufa (GEE) junto com os municípios da RMC (Região Metropolitana de Campinas). A ordem de serviço para execução do trabalho foi assinada na tarde de segunda-feira, 8 de janeiro, pelo prefeito de Campinas, Jonas Donizette, e o secretário do Verde, Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Rogério Menezes.

O inventário GEE, que incluirá os 20 municípios da RMC, vai levantar a quantidade de gases de efeito estufa emitidos na região e quais os setores mais poluentes. A partir desses dados, serão propostas ações específicas para minimizar os efeitos nocivos e melhorar a qualidade do meio ambiente.

Campinas será o primeiro município do Brasil a fazer um inventário regional. Cidades como São Paulo e as da região do ABC elaboraram esses levantamentos, mas de maneira específica ou abrangendo poucos municípios ao redor, sem levar em conta toda a região metropolitana.

Ordem de serviço para execução do trabalho foi assinada pelo prefeito Jonas Donizette

“A elaboração do inventário de gases do efeito estufa em âmbito regional é muito importante. O que iniciamos agora será o primeiro do Brasil neste formato, com 20 cidades da região metropolitana. O inventário é específico de efeito estufa, porque esses gases interferem na qualidade do ar. É uma preocupação mundial. Estamos dando um grande passo, porque teremos parâmetros para o desenvolvimento de políticas públicas em meio ambiente”, disse o prefeito Jonas Donizette.

De acordo com o secretário municipal do Verde, Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Rogério Menezes, não existe limite de fronteiras municipais para as questões do meio ambiente, especialmente no que diz respeito à emissão de gases. O objetivo principal do inventário é levantar as fontes de emissão dos gases de efeito estufa resultantes das atividades em Campinas e região.

“Teremos 20 técnicos, de cada prefeitura da região, levantando as informações necessárias para saber quanto de CO2, que é o principal gás do efeito estufa, está sendo emitido pelo transporte, pelos resíduos, pelo esgoto, pelas atividades industriais e residenciais. Vamos saber quanto é emitido e em quais setores. Na questão da mudança climática, temos que pensar de forma global, porém agir localmente”, disse o secretário Rogério Menezes.

Um consenso entre os participantes da cerimônia é que a RMC já sofreu com eventos que podem ser decorrentes das mudanças climáticas, como a microexplosão e a crise hídrica. “É fundamental a participação dos municípios nessas ações de meio ambiente. Queremos melhorar a Região Metropolitana de Campinas”, disse a diretora-executiva da Agência Metropolitana de Campinas (Agemcamp), Ester Viana.

O valor total investido para elaboração do inventário de gases será de cerca de R$ 420 mil, recursos que virão do Fundo de Meio Ambiente de Campinas (Proamb) . O inventário será realizado durante o ano de 2018, pela empresa Waycarbon Soluções Ambientais e Projetos de Carbono Ltda.

Também participaram do evento o secretário municipal de Serviços Públicos, Ernesto Paulella; representando o secretário de Meio Ambiente do Estado de São Paulo, Maurício Brusadin, esteve presente Jussara Carvalho; representante do Iclei – Governos Locais para Sustentabilidade, Igor Albuquerque; funcionários e vereadores.

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